domingo, 21 de maio de 2017

França investiga propina para o governo Lula pela compra bilionária de submarinos




Autoridades francesas investigam contrato de R$ 24,4 bilhões venda bilionária de submarinos Scorpène ao Brasil foi feita em em 2008, durante o governo Lula. A Justiça francesa investiga a denúncia de pagamento de suborno pelo bilionário contrato de venda de submarinos Scorpène para o Brasil, em 2008, no governo Lula. Neste domingo (21/05), toda a imprensa francesa dedicou espaço ao assunto. O acordo de 6,7 bilhões de euros (equivalentes a R$ 24,4 bilhões) inclui transferência de tecnologia para o Brasil.

A procuradora-geral da Procuradoria Nacional Financeira (PNF), Eliane Houlette, esteve há duas semanas no Brasil chefiando uma delegação, da qual também participou o chefe do Departamento Anticorrupção da Polícia (Oclciff, na sigla em francês), Thomas de Ricolfis. Fontes oficiais confirmaram a investigação da PNF e da polícia francesa de "corrupção de funcionários públicos estrangeiros" no contrato de venda de quatro submarinos de ataque Scorpène, assinado em 23 de dezembro de 2008, no Brasil, pelos então presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

O Scorpène é um submarino convencional, de última tecnologia, fabricado pelo estaleiro naval francês Direction des Constructions Navales Services - DCNS em cooperação com o espanhol Navantia. Chile e Malásia têm dois desses submarinos. A Índia adquiriu seis, dos quais três já foram entregues. Um porta-voz da DCNS disse à Agence France-Presse que a companhia "não tem nada a ver com a Operação Lava Jato", acrescentando que a empresa "respeita escrupulosamente, no mundo todo, as regras do Direito".

No Brasil, a DCNS é parceira da BTP Odebrecht, que subcontratou por R$ 3 bilhões, segundo as suspeitas, por recomendação do ex-presidente Lula. Ambas as empresas estão no centro do megaescândalo de corrupção de agita o país. Em abril, o presidente da DCNS Brasil, Eric Berthelot, havia dito que essas investigações "atingiam apenas a própria Odebrecht".

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