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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Um zumbi fedorento no Planalto


 

Michel Temer, o presidente sem votos, agora quer ser presidente sem governo. Flagrado numa trama de corrupção e obstrução da Justiça, ele vê sua autoridade se esfarelar em praça pública. Mesmo assim, insiste em se agarrar à cadeira.

O governo começou a respirar por aparelhos na noite de quarta. Assim que o diálogo com o dono da JBS foi divulgado, aliados passaram a discutir procedimentos para desligar as máquinas. As conversas avançaram pela madrugada de Brasília.

Na residência do presidente da Câmara dos Deputados, quatro ministros discutiram as exéquias do chefe. Todos trataram Temer como um cadáver político em estado de putrefação. Restaram divergências sobre a forma de removê-lo do palácio: renúncia, impeachment ou cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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