segunda-feira, 12 de junho de 2017

Gilmar diz que suposta espionagem é intimidação




Um dia após a presidente do Supremo Tribunal Federal - STF, Cármen Lúcia Antunes Rocha, cobrar a apuração da suposta espionagem contra o colega Edson Fachin pela Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, o ministro do STF Gilmar Mendes também criticou neste domingo (11/06), a possibilidade de a agência ter feito uma devassa na vida do relator da Lava Jato na Corte. "A tentativa de intimidação de qualquer membro do Judiciário, seja por parte de órgãos do governo, seja por parte do Ministério Público ou da Polícia Federal, é lamentável e deve ser veementemente combatida", afirmou Gilmar. 

A informação do suposto uso da Abin a pedido do presidente Michel Temer foi divulgada pela revista VEJA deste fim de semana. Segundo a publicação, Edson Fachin – relator do inquérito contra o presidente – estaria sendo monitorado pela agência de inteligência após ter sido acionada pelo Palácio do Planalto. A ação, de acordo com a revista, teria como objetivo buscar fragilidades que poderiam colocar em xeque a atuação do relator.

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