sábado, 15 de julho de 2017

Governo agora fala em votar denúncia só em setembro


 

Com dificuldades na mobilização de quórum suficiente para votar na Câmara dos Deputados a denúncia por corrupção passiva, o presidente da República Michel Temer já admite a possibilidade de postergar a decisão para setembro. Contas de líderes governistas indicam que o presidente tem pouco mais de 250 deputados a seu favor –menos do que os 342 necessários para que a base aliada consiga sozinha o quórum para começar a deliberar sobre o caso. Pelas regras, se o Planalto conseguir 172 votos, a denúncia é barrada, mas a votação só é válida se 342 parlamentares registrarem presença na sessão. 

Separados, nem a base aliada nem a oposição terão condições de atingir esse número no plenário. O impasse, reconhecem governistas, pode inviabilizar a votação da denúncia no retorno do recesso parlamentar, em 02 de agosto, e empurrá-la para o mês de setembro de 2017. A ideia é aproveitar esse cenário aparentemente desfavorável para aguardar uma provável nova denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o peemedebista, desta vez por obstrução judicial, e votá-la na mesma sessão. 

A expectativa é de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente a nova acusação até o fim de agosto, já que ele deixará o cargo em setembro. Para o governo, uma votação simultânea das duas denúncias reduz as chances de derrota. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Democratas/RJ), marcou para 02 de agosto a votação em plenário da primeira denúncia na quinta-feira (13/07), a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou parecer contra a acusação da PGR.

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