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domingo, 9 de julho de 2017

O BNDES de Joesley




O jornal O Globo descobriu que ele esteve 23 vezes no gabinete do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Wesley Batista esteve no local em oito oportunidades. "Joesley esteve ainda outras dez vezes no escritório da presidência do banco em São Paulo somente entre 2012 e 2014". Dois dos encontros entre Joesley Batista e Luciano Coutinho ocorreram imediatamente antes de empréstimos que lesaram o BNDES em 711 milhões de reais, segundo o Tribunal de Contas da União - TCU.

Diz a reportagem:

"Uma das operações questionadas pelo Tribunal de Contas da União - TCU trata da liberação de R$ 1,1 bilhão para o grupo de Joesley adquirir uma empresa de carnes americana, a National Cattlemen's Beef Association, a australiana Tasman Group e a divisão de carnes da SmithField Beef Group. O apoio foi pedido em 11 de fevereiro de 2008. Nove dias depois, o enquadramento da operação já foi feito pela área técnica e, no dia 04 de março, a diretoria aprovou o aporte. Em um relatório sobre o caso, o TCU observou que essa tramitação em 22 dias é fora do padrão do BNDES, que demoraria, em média, 210 dias para realizar esse tipo de operação.

Os dados obtidos pelo O Globo mostram que Joesley esteve na presidência do BNDES no dia 14 de fevereiro, três dias depois de o pedido ter sido efetivado e durante a tramitação relâmpago do aporte. De acordo com o registro, ele foi ao gabinete que era ocupado por Coutinho no Rio de Janeiro e ficou no local das 14h54m às 17h07m (...). Outra operação que teria provocado prejuízos ao BNDES teve o enquadramento aprovado com base apenas numa apresentação de PowerPoint, de acordo com os técnicos do Tribunal de Contas da União - TCU. Tal fato ocorreu no dia 24 de novembro de 2009. Cinco dias antes, Joesley esteve no gabinete de Coutinho no Rio. Na ocasião, os registros informam que ele teria ficado por apenas seis minutos".
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